segunda-feira, 26 de maio de 2008

Quase 8 ou quase 80


Estou aqui tentando achar uma linha de raciocínio para escrever sobre a Parada do Orgulho GLBTTI (o "I" é por minha conta, já que é raro encontrá-lo, mesmo na tal míííídia especializada) de ontem, 25/05. Uma balanço, uma avaliação, enfim... essas coisas. Ontem fiquei tentando acompanhar pela internet e pela televisão, afinal é isso o que as pessoas do resto do Brasil, quiçá do mundo, vão ver. Tô meio sem saber o que dizer. No que se refere à imprensa..., tudo meio... xoxo...

Será que é assim que as coisas acontecem? Ou overdose de informação ou uma coisinha aqui, outra ali, discretamente. É, acho que a Parada já entrou pro mainstream... ou foi absorvida pelo nosso magnífico capitalismo, como bem descreveu a A. Azevedo no seu comentário ao post anterior. Êta mundinho complicado!

No mais, nada mais... só vi, até agora, um rápido registro (melhor que nada?) de uma fala de um participante (não militante, diga-se) lembrando que podemos ter a maior Parada, mas somos os que menos têm direitos adquiridos... ou conquistados, em relação ao mesmo ranking.

Caminhada Lésbica, no dia anterior... novidades: UM trio elétrico... ãããã... 500 pessoas (100 no ano passado)... ããã... discurso da Soninha Francine (vereadora e candidata a prefeita.... enfim, não preciso apresentar) que deve ter sido legal por que ela é legal e escreveu um post legal no blog dela... ah, sim, e um slogan compriiiiiiiiiiiiido: "Ser lésbica é um direito. Nem igreja, nem mercado. Nosso corpo nos pertence. Por um Estado laico de fato". Caciiiiiilda!

É... vou ficar devendo um balanço mais decente do "evento". Quem sabe com um pouco de distanciamento histórico eu consiga dizer alguma coisa mais significativa.

Perguntinha: quantos por cento dos 189 milhões de reais, que a Parada rendeu só nessa edição, para a cidade de São Paulo, vão reverter em benefício, conquistas e/ou respeito para movimento GLBTTI?

Em tempo: um "T" é para os Travestis, outro "T" os Transexuais e o "I" significa Interssexos.

3 comentários:

A. Azevedo disse...

se a própria Parada do Orgulho Gay começou a existir com uma seriedade não sei. sou muito nova pra saber isso (tenho somente 21 anos). mas o que eu sei é que hoje, a própria populaçao, seja ela hetero, homo, bi, inter, trans etc, independente da sexualidade, está pouco séria. ou como diz uma colega "come caquinha e ri: são hienas".

e eu digo sempre, completando esta fala: "somos coniventes com a nossa própria miséria."

fazer da parada uma night(como dizemos nós, cariocas) ou uma balada(como dizem vocês, paulistas), não é mesmo, nem aqui nem no país das olimpíadas de 2008, o melhor caminho pra mudar a situação e fazer a minoria - que somos nós - sermos dignos de repeito e de atenção diante da sociedade - muito menos da massa.

as pessoas precisam entender que não é "se pegando" nas frentes da câmera que vão ser ouvidas, enxergadas. vão ser ouvidas protestando seriamente, como em qualquer outro tipo de reinvindicação.

fazer disso tudo uma festa é interesse da própria sociedade, que desvia a real intenção, o real propósito de uma (ou pelo menos que devia ser) marcha gay.

Marina disse...

"Perguntinha: quantos por cento dos 189 milhões de reais, que a Parada rendeu só nessa edição, para a cidade de São Paulo, vão reverter em benefício, conquistas e/ou respeito para movimento GLBTTI?"

Graaaaaaaaaande pergunta!!!!!

Queer Girls disse...

LD,
O prazer foi e é todo meu! Esse "blogar" é um universo misterioso, cheio de vielas que tanto vc quanto eu ainda estamos aprendendo a caminhar! :)
No que precisar, estou por lá!
bjos e boa semana!
Mari